Brasil
This article aims to analyze the role that European film festivals played in the articulation of a solidarity network for the victims of the Chilean dictatorship in the first years after the 1973 coup d'état. Through a transnational perspective and in dialogue with festival studies, the text examines the complexity of the links betweenLatin American political cinema and the film meetings that took place in Europe since the previous decade, focusing on the "long" 1968, a period marked by aesthetic, discursive and institutional renewal that changed the nature of European festivals. In this way, the presence of films, film agents, other public figures, critics, audiences, protest statements, press coverage, among other aspects that make up a festival is analyzed as part of a broader phenomenon of rapprochement between Latin America and Europe around the notion of solidarity and engagement in "Third Worldist" agendas. The article studies the presence of the Chilean cause in three specific festivals, taken as case studies: the Pesaro International New Cinema Festival, the Cannes Film Festival, and the Leipzig International Documentary Film Festival. These meetings present different degrees of centrality in the festival circuit and are located in different countries/blocks of influence zones, which allows us to understand the complex flows thathave been established in the solidarity networks.
Este artigo tem como objetivo analisar o papel que os festivais de cinema europeus tiveram na articulação de uma rede de solidariedade às vítimas da ditadura chilena nos primeiros anos após o golpe de Estado de 1973. Por meio de uma perspectiva transnacional e em diálogo com os festival studies, o texto se dedica à complexidade dos vínculos entre o cinema político da América Latina e os encontros cinematográficos ocorridosna Europa desde a década anterior, com foco no chamado “longo” 1968, época marcada pela renovação estética, discursiva e institucional que modificou a natureza dos festivais europeus. Dessa forma, a presença de filmes, agentes do meio cinematográfico, figuras públicas de outra natureza, críticos, público, declarações de protesto, cobertura da imprensa, entre outros aspectos que compõem um festival são analisados como parte de um fenômeno mais amplo de aproximação entre América Latina e Europa em torno da noção de solidariedade e engajamento nas pautas “terceiro-mundistas”. O artigo analisa a presença da causa chilena em três festivais específicos, tomados como estudos de caso: a Mostra Internacional do Novo Cinema de Pesaro, o Festival de Cannes e o Festival Internacional de Documentário de Leipzig. Esses encontros apresentam distintos graus de centralidade no circuito dos festivais e se localizam em países/blocos de zonas de influência diferentes, o que permite entender os complexos fluxos que se estabeleceram nas redes solidárias.
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