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Stuart Mill e o idealismo semântico de Hobbes e Locke

    1. [1] Universidade Estadual Paulista

      Universidade Estadual Paulista

      Brasil

  • Localización: Perspectiva Filosófica: PF, ISSN-e 2357-9986, ISSN 0104-6454, Vol. 50, Nº. 3, 2023 (Ejemplar dedicado a: Origens da Filosofia Contemporânea), págs. 332-347
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Stuart Mill, Locke, Hobbes, language, meaning, sign
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      The article discusses J. S Mill's criticism in the early System of Logic to the semantic idealism which characterized the theory of language in Anglo-Saxon modernity, to wit, the thesis which the immediate reference of words are ideas and not things themselves. Although, in general terms, the semantics of Hobbes and Locke converge, insofar as they defend that the meaning of words are mental entities, they diverge in important points: Hobbes's semantics is inferential whereas Locke's is referential. Mill, in his critique, will take Hobbes' text as a target and direct his arguments against him. Two questions then arise: 1) why Mill, in his critique of semantic idealism, turned to Hobbes's De Corpore and not to Book III of Locke's Essays Concerning Human Understanding, a later and considerably more elaborate work, at least regarding idealist semantics? 2) Would Mill's argument be able to refute Locke's referential semantics equally effectively? This article argues that the answer to the second question is negative and, consequently, suggests a possible and natural answer within the context to the first question.

    • português

      O artigo aborda a crítica de J. S Mill no início System of Logic ao idealismo semântico que caracterizou a teoria da linguagem da modernidade anglo-saxônica, a saber, a tese de que a referência imediata das palavras são as ideias e não as coisas mesmas. Embora, em linhas gerais, as semânticas de Hobbes e Locke convirjam, na medida em que defendem que o significado das palavras são entidades mentais, elas divergem em pontos importantes: a semântica de hobbes é inferencial ao passo que a de Locke é referencial. Mill, em sua crítica, tomará o texto de Hobbes como alvo e contra ele dirige seus argumentos. Duas questões então se colocam: 1) por que Mill, em sua crítica ao idealismo semântico, dirigiu-se ao De Corpore do Hobbes e não ao Livro III dos Ensaios acerca do entendimento humano de Locke, obra posterior e consideravelmente mais elaborada, ao menos no que tange à semântica idealista? 2) Seria o argumento de Mill capaz de refutar de forma igualmente eficaz a semântica referencial de Locke? O presente artigo defende que a resposta à segunda questão é negativa e, como consequência, sugere uma resposta possível, e natural dentro do contexto, para a primeira questão.


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