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Este artículo tiene como objetivo discutir cómo diferentes características sobre los españoles se difundieron por Europa, investigando las publicaciones portuguesas durante la Guerra de Restauración (1640-1668). A través de relaciones de sucesos impresas en Lisboa y del periódico Mercurio Portuguez, buscamos demostrar que el estereotipo de herejes, violentos y, sobre todo, mentirosos, fue utilizado en las publicaciones portuguesas para desacreditar la información publicada del lado castellano. Al intentar comprender cómo ciertas noticias eran reconocidas como verdaderas, incluso si luego eran desmentidas, entendemos que la autoridad de quienes las vinculaban y su repetición constante contribuían al "efecto de verdad" alcanzado en esta guerra de información.
This article aims at discussing how different supposed Spanish personality traits were disseminated throughout Europe, specially by Portuguese publications during the Restoration War (1640-1668). Through news pamphlets printed in Lisbon and the periodical Mercurio Portuguez, we seek to demonstrate that the stereotypes of heretic, violent individuals and, above all, liars, were employed in those Portuguese publications to discredit the information published from the Castilian side. With a view to understanding how certain news were recognized as true – even if later debunked – it is possible to see how the authority of those disseminating it and its constant repetition contributed to the "truth effect" achieved in this information war.
Este artigo tem um intuito de discutir como diferentes características acerca dos espanhóis foram difundidas pela Europa, enfatizando as publicações portuguesas durante a guerra da Restauração (1640-1668). A partir de relações de sucesso impressas em Lisboa e do periódico Mercurio Portuguez, procuramos demonstrar que o estereótipo de hereges, violentos e sobretudo, de mentirosos, foi utilizado nas publicações portuguesas para desacreditar as informações publicadas do lado castelhano. Buscando compreender como determinadas notícias eram reconhecidas como verdadeiras – mesmo que depois fossem desmentidas – entendemos que a autoridade de quem a vinculava e sua repetição constante contribuía para o “efeito de verdade” alcançado nessa guerra de informação.
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