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Um conceito específico de corpo para a psicomotricidade

  • Autores: Eline Maria Fernandes Rennó, Marilane de Cascia Silva Santos, Mariana Perdigão Bello Campos, Melissa Castro Pito Martins
  • Localización: Cuadernos de Educación y Desarrollo, ISSN-e 1989-4155, Vol. 15, Nº. 9, 2023, pág. 66
  • Idioma: inglés
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  • Resumen
    • A descoberta neurofisiológica da área cortical psico-motora, em 1870, originou a história da Psicomotricidade. Quando recebeu o status de ciência, em 1960, várias práticas eram conhecidas, baseadas em noções de tonicidade, motricidade, lateralidade, organização de espaço e tempo, coordenação global e fina, ritmo, controle e equilíbrio motor. Considerada   a ciência do corpo, no entanto, é uma ciência sem corpo teórico próprio. Com as influências das abordagens neurofisiológicas, psicológicas, psicanalíticas e fenomenológicas, ao longo de sua história, a Psicomotricidade herdou diferentes formas de conceber e intervir no fenômeno psicomotor. Tendo como parâmetro a unicidade do ser humano, tais diferenças levam a constantes paradoxos. É necessário um conceito específico de corpo, fundamentado no princípio da unidade do ser vivo, mais coerente com sua prática, abarcando tais diferenças? Ultrapassar a concepção dicotômica corpo/mente, em direção ao paradigma psicomotor? Revigorar essa ciência, neste momento importante do seu reconhecimento como profissão no Brasil?  Diante das transformações que envolvem as subjetividades, atualmente, reconhece-se que há uma ligação entre subjetividade - forma-sujeito; tempo- história; corpo – potência resistente de diferenciação. Subjetividades essas captadas pelos saberes e poderes dos processos de subjetivação. As práticas psicomotoras, ao se voltarem para o corpo, resistem criativamente aos processos de subjetivação historicamente constituídos. Revisaram-se as abordagens clássicas utilizadas pela Psicomotricidade, identificando-se os conceitos de corpo cortical (neurofisiológicas), consciente (psicológicas), erógeno-fantasmático e psicossoma (psicanalíticas) e vivido (fenomenológicas). E as contribuições sobre corporificação da Teoria da Enatividade e de algumas teorias contemporâneas da Neurociência. Na necessidade de um objeto de estudo, sugere-se o conceito de corpo plural, corpo que se transforma, fundamentando as noções originadoras, as teorias clássicas e contemporâneas, utilizadas em diferentes práticas, norteando outras.   


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