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Meire dos Santos Falcão de Lima, Meire
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Pontes de Oliveira Barros , Danilo
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Brasil
Introdução: No mundo, estima-se que a doença de Parkinson (DP) seja a segunda neuropatologia degenerativa mais comum, sendo precedida apenas pelo mal de Alzheimer. Trata-se de uma doença idiopática, que resulta das interações individuais com fatores ambientais e que acarreta disfunções bioquímicas. Sabe-se, entretanto, que metilxantinas, como a cafeína, possuem atividades biológicas que estão correlacionadas com a fisiopatologia das demências. Objetivo: Verificar a atividade profilática da cafeína no controle da DP. Métodos: Foi realizada uma revisão de literatura com busca eletrônica de artigos científicos, publicados entre 2015 e 2020, nas bases Scientific Eletronic Library (SciELO), Centro Latino-americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME-OPAS-OMS) e National Library of Medicine, dos EUA (PubMed). A busca se deu a partir da pesquisa das palavras-chave “caffeine and Parkinson disease”. Resultados: Foram selecionados dez artigos, dos quais cinco sugeriram que a cafeína possui potencial terapêutico no tratamento da DP em modelo animal; dois indicaram que, in vitro, a cafeína possui potencial terapêutico; três não correlacionaram a cafeína com melhora clínica da DP, em caso de doença já estabelecida em humanos; dois indicaram o consumo da cafeína como fator protetor ao desenvolvimento da DP. Conclusão: A cafeína possui atividade antiparkinsoniana in vitro e in vivo. Entretanto, esse efeito não se reproduz em ensaios clínicos, o que indica ineficácia translacional. Contudo, ainda se faz necessário mais estudos clínicos multicêntricos, com a cafeína isolada, que visem à averiguação da utilidade, ou não, como terapia adjuvante no tratamento da DP.
Introduction: In the world, it is estimated that Parkinson’s disease (PD) is the second most common degenerative neuropathology, being preceded only by Alzheimer’s disease. It is an idiopathic disease, which results from individual interactions with environmental factors, which lead to biochemical dysfunctions. It is known, however, that methylxanthines, like caffeine, have biological activities that are correlated with the pathophysiology of dementia. Objective: To verify the prophylactic activity of caffeine in controlling PD. Methods: A literature review was carried out by electronic search of scientific articles, published between 2015-2020, in the Scientific Electronic Library (SciELO), Latin American and Caribbean Center on Health Sciences Information (BIREME-PAHO-WHO), and the US National Library of Medicine (PubMed). The search was based on the search for the keywords “caffeine and Parkinson disease”. Results: Ten articles were selected, of which five suggested that caffeine has therapeutic potential in the treatment of PD in an animal model; two indicated that, in vitro, caffeine has therapeutic potential; three did not correlate caffeine with clinical improvement in PD, in cases of already established disease in humans; two indicated that caffeine consumption as a protective factor for the development of PD. Conclusion: Caffeine has antiparkinsonian activity in vitro and in vivo. However, this effect is not reproduced in clinical trials, which indicates translational ineffectiveness. However, there is still a need for larger multicentric clinical studies, with caffeine alone, aimed at investigating its usefulness, or not, as an adjuvant therapy in the treatment of PD.
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