O estudo situa o tema da participação cidadã nas reivindicações por políticas públicas de lazer (em sua manifestação esportiva) no município de Porto Alegre, tomando-se por base o ano de 2000. Essa experiência é anunciada pela Frente Popular como uma proposta contra-hegemônica, elegendo o processo do Orçamento Participativo (OP) como fórum privilegiado de interlocução com a sociedade civil. As perguntas centrais do estudo são: Como se dá a participação da população no Orçamento Participativo?As demandas por lazer neste fórum podem proporcionar mudanças substanciais na participação? Os dados analisados foram coletados através de documentos, entrevistas e observações. Optei por usar a técnica de triangulação na análise dos dados, dessa forma, durante todo o texto há um constante diálogo entre teoria e realidade e entre as diferentes fontes de pesquisa. É possível dizer que em relação ao poder decisório da população na reivindicação e definição das políticas públicas de lazer, os avanços restringem-se às demandas surgidas nesta área no OP, que não são contempladas como principais demandas. Não é possível afirmar que a discussão do lazer no OP seja definidora do surgimento de uma participação cidadã.
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