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A Representação do Incondicionado na Crítica da Razão Pura

    1. [1] Universidade Federal do Ceará

      Universidade Federal do Ceará

      Brasil

  • Localización: Kalagatos: Revista de Filosofia, ISSN-e 1984-9206, ISSN 1808-107X, Vol. 20, Nº. 3, 2023 (Ejemplar dedicado a: Verão de 2023; eK23051)
  • Idioma: portugués
  • Enlaces
  • Resumen
    • A representação do incondicionado é um tema de grande relevância para a compreensão do projeto filosófico kantiano. Nobert Hinske (1989) afirma que a análise dessa representação foi fundamental para uma mudança de paradigma na filosofia kantiana. Ainda para Hinske (1989), o problema da representação do incondicionado configuraria uma raiz comum de litígios herdados da tradição a serem enfrentados pela filosofia transcendental. Com esse artigo, pretende-se esclarecer as teses encontradas na Dialética Transcendental acerca da representação do incondicionado a partir de um estudo sobre a compreensão kantiana da atividade silogística da razão especulativa e de como Kant, a partir dessa atividade, explica a origem dos objetos metafísicos trabalhados pela tradição filosófica. Kant foi capaz de defender essas teses porque introduziu no rol dos elementos lógicos uma espécie de princípio que não é encontrado em nenhuma outra obra kantiana anterior à KrV, a saber, uma máxima lógica que exige a determinação do incondicionado para toda série silogística operada pela razão. Esse artifício teórico, encontrado na Dialética Transcendental, permitiu que Kant solucionasse o problema da harmonia entre as capacidades cognitivas e defendesse um uso legítimo positivo da representação do incondicionado.

        Palavras-chave: Kant, incondicionado, dialética transcendental, ilusão transcendental, ideias transcendentais.


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