Coimbra (Sé Nova), Portugal
In 1916, Aurora Teixeira de Castro, a Law student at the University of Coimbra, upon learning that she had failed an exam, questioned some members of the jury in aggressive language, being supported by two fellow students. As a result, a case was opened against the three students by the academic police, which gave rise to a movement of solidarity with them and of protest against the Faculty of Law. The analysis of the proceeding provides a study of gender relations in higher education and an opportunity to contextualize the political protests set in motion by the case. The rebellious behavior of a student who was part of the first generation of women to graduate in law in Portugal signals a break with the traditional female archetype associated with submission and shows how the First Republic was introducing changes in gender identities and in the contestation of symbols of power.
No ano de 1916, na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, a aluna Aurora Teixeira de Castro, após saber que reprovara a um exame, interpela alguns membros do júri sobre a avaliação, atitude apoiada, com palavras agressivas, por dois colegas. De imediato é instaurado um processo de polícia académica aos estudantes, o que desencadeou um movimento de solidariedade para com as “vítimas” bem como de contestação àquela faculdade e à Universidade de Coimbra. Em articulação com várias fontes, este processo permite a análise das relações de género no ensino superior bem como das polarizações políticas ativadas. Os atos de rebeldia desencadeados por uma mulher da primeira geração das licenciadas em Direito em Portugal assinalam uma rutura com o arquétipo feminino tradicional associado à submissão, o que traduz as mudanças que a I República produzia nas identidades de género e na contestação dos símbolos do poder.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados