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Tolstói e a escritura do niilismo

    1. [1] Universidade Federal de Juiz de Fora

      Universidade Federal de Juiz de Fora

      Brasil

  • Localización: Teoliterária, ISSN-e 2236-9937, Vol. 13, Nº. 31, 2023 (Ejemplar dedicado a: Literatura antiniilista e variações do "divino" na música, romance, poesia e ficção), págs. 54-72
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Tolstoy and the writing of nihilism
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      O artigo analisa a presença e o significado do niilismo na arte e no pensamento de Tolstói. Argumento que a criteriologia filosófica de Jacobi, a definição do idealismo como um niilismo, alcança o essencial do que se pode chamar de “niilismo de Tolstói”, lançando luzes sobre uma escritura que traduziu, ao mesmo tempo, o niilismo e o antiniilismo do pensador e do artista de Iasnaia Poliana. Da mesma forma, argumento que o narcisismo que habita o idealismo encontrou na escritura do romance russo uma experiência de interrupção, que buscou, tal como encontramos na escritura de Tolstói, ir além dos excessos de uma consciência incapaz de sair de si mesma. Por fim, considero que os conflitos entre o pensador e o artista, que se mantiveram ininterruptamente presentes na trajetória de Tolstói, devem ser lidos à luz do desenraizamento da modernidade russa, dos excessos de consciência encarnados nos seus Hamlets, e na procura, quixotesca, que é o princípio antiniilista do romance russo, por uma verdade que se encontra fora da pessoa isolada.

    • English

      The article analyzes the presence and significance of nihilism in Tolstoy’s art and thought. I argue that Jacobi’s philosophical criteriology, his definition of idealism as a nihilism, reaches the essence of what can be called “Tolstoy’s nihilism”, shedding light on a writing that translated, simultaneously, the nihilism and anti-nihilism of the thinker and artist of Iasnaia Poliana. In the same way, I argue that the narcissism that inhabits idealism found in the writing of the Russian novel an experience of interruption that sought, as we find in Tolstoy’s writing, to go beyond the excesses of a consciousness incapable of going outside itself. Finally, I argue that the conflicts between art and philosophy, which remained uninterruptedly present in Tolstoy’s work, should be read in the light of the rootlessness of Russian modernity, the excesses of a consciousness embodied in his Hamlets, and in the quixotic search, which is the anti-nihilist principle of the Russian novel, for a truth that lies outside the isolated person


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