Nascemos, vivemos e comunicamos num mundo que não fizemos e que, quer queiramos ou não, exerce autoridade sobre nós. Basta que nos perguntemos de onde nos vem a quase totalidade das informações que recebemos: quase nenhuma e em primeira mão. Os conteúdos comunicacionais são a principal fonte das nossas crenças, de todo o nosso saber. Poderíamos distinguir, por um lado, entre os conteúdos imaginários, eventualmente ideológicos ou utópicos que nos são transmitidos pela tradição e, por outro, o carácter incontornável de um «mundo vivido», concebido formalmente como horizonte de sentido ou como fundo semântico de toda a enunciação e de toda a crença.
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