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A interpretação deôntica no Português Brasileiro: Um estudo de natureza experimental

  • Autores: Núbia Ferreira Rech, Eduardo Correa Soares, Simone Lúcia Guesser
  • Localización: Diacrítica, ISSN 0870-8967, ISSN-e 2183-9174, Vol. 33, Nº. 2, 2019 (Ejemplar dedicado a: Experimental Linguistics and Portuguese Language Varieties), págs. 178-195
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Deontic interpretation in brazilian portuguese: an experimental study
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      The aim of this paper isto analyze the interpretation of deontic modals in Brazilian Portuguese (BP) based on two types of obligation: ought-to-do and ought-to-be (Castañeda, 1970; Feldman, 1986). In Hacquard (2006, 2010), interpretations ought-to-do and ought-to-be are associated to different syntactic positions: a low position, just above VP, with the modal verb oriented to the subject; and another high, above Tense, with the modal oriented to a participant of the speech event. The low position is associated with root modalities; and high, to the ought-to-be deontic and epistemic. By means of an acceptability test with native BP speakers, we investigated Rech and Varaschin’s (2018b) intuition according to which, in a deontic sequence, the first verb is always associated with the ought-to-be interpretation. The results show that the sequence in which two modal verbs are used followed by a second sentence emphasizing the ought-to-do interpretation is judged significantly less acceptable. When only one modal is used, the sentence emphasizing both ought-to-do and ought-to-be readings is on average equally acceptable. We interpret this result as evidence that the deontic ought-to-be is interpreted in the left periphery of the sentence, in interaction with the discursive relations of coherence.

    • português

      O objetivo deste trabalho é analisar as interpretações dos modais deônticos em Português Brasileiro (PB) com base em dois tipos de obrigação: ought-to-do e ought-to-be (Castañeda 1970; Feldman 1986). Em Hacquard (2006, 2010), ought-to-do e ought-to-be são interpretados em posições sintáticas diferentes: uma baixa, logo acima do VP, com o modal orientado para o sujeito; e outra alta, acima de Tense, com o modal orientado para um participante do evento de fala. A posição baixa é associada a modais de raiz; e a alta, ao deôntico ought-to-be e ao epistêmico. Neste trabalho, investigamos experimentalmente, por meio de um teste de aceitabilidade com falantes nativos de PB, a intuição de Rech e Varaschin (2018b), segundo a qual, em uma sequência de deônticos, o primeiro é sempre associado à interpretação ought-to-be. Os resultados mostram que a sequência em que dois modais são utilizados seguidos de uma segunda sentença que salienta a interpretação ought-to-do é julgada significativamente menos aceitável. Quando somente um modal é utilizado, as sentenças que salientam as duas interpretações deônticas são igualmente aceitáveis. Consideramos este resultado uma evidência de que o deôntico ought-to-be é interpretado na periferia esquerda da sentença, em interação com as relações discursivas de coerência.


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