Coimbra (Sé Nova), Portugal
This study contributes to the description of East-Timorese Portuguese (ETP), focusing on the variable patterns of nominal agreement in number and gender operating in this variety. The relevance of the research hinges on the fact that ETP is an understudied non-native variety (NNV) of Portuguese. Given its emergent state, the study of thisparticular variety can furthermore shed light on the historical process that led to the formation of other NNV. NNV are a product of the non-native acquisition of a language that, in a given territory, takes on official status, this is to say, is a second language (SL). Comparing production data by NNV speakers and by foreign language (FL) learners can elucidate both common and specific patterns of behavior. In this study, texts written by ETP speakers and by PFL learners were compared. Results revealed similar trends in both samples, but also a greater preference of ETP speakers for not complying to full nominal agreement. In general, data suggest that variable patterns of nominal agreement are likely to emerge as a defining property of ETP, as is currently the case in other NNV of Portuguese, thus diverging from European Portuguese (EP).
O presente estudo contribui para a descrição do português de Timor-Leste (PTL), analisando padrões variáveis de concordância nominal em número e em género registados nessa variedade. A relevância desta investigação decorre do facto de o PTL constituir uma variedade nacional não nativa (VNN) do português, ainda escassamente descrita. O facto dese tratar de uma VNN emergente torna o seu estudo relevante para a compreensão do processo de formação histórica das restantes VNN do português. As VNN resultam de um processo de aquisição, como língua não materna (LNM), de um idioma que, num determinado território, assume o estatuto de língua oficial, isto é, de língua segunda (LS). O confronto entre as produções deste tipo de falantese as de aprendentes de língua estrangeira (LE) permite realçar padrões de comportamento comuns e/ou específicos. Procede-se, aqui, ao confronto de produções escritas de falantes de PTL e de aprendentes de PLE. Os resultados evidenciaram tendências similares, mas também uma maior expressão da ausência de concordância nominal plena no grupo dos falantes do PTL. Na sua globalidade, os dados sugerem que, como noutras VNN, a concordância nominal variável poderá vir a constituir-se como uma característica do PTL, que o diferenciará do português europeu (PE).
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