This paper critical assesses those arguments in democratic theory which defend the role of secrecy in politics in epistemic terms, that is, by emphasizing some of the negative effects that publicity in deliberation can have (namely: obscuring the informational process, favoring plebiscitory rhetorics, and replacing open discussion with conformist behaviors and/or bargaining). Based upon the analysis of the 2010-2011 Belgian Sixth State Reform, the paper argues that, even if publicity can produce negative effects on deliberation, it cannot be proven that these effects are more severe than those produced by a closed-doors deliberation. Furthermore, it argues that an epistemic justification of closed-door deliberation could not be accepted by a reasonable citizen: the justification of publicity does not rely on its epistemic positive effects, but on the fact that the assessment and definition of these cannot be left to the negotiating parties.
Este artigo avalia, criticamente, os argumentos que, na teoria política, defendem, por razões epistémicas, o papel do secretismo na política. Desta maneira, enfatizamos alguns dos efeitos negativos que a publicidade pode ter na deliberação (designadamente: obscurecendo o processo informacional, favorecendo retóricas plebiscitárias e substituindo a discussão aberta por comportamentos conformistas e/ ou barganha). Com base na análise da Sexta Reforma do Estado Belga de 2010-2011, este artigo defende que embora a publicidade possa produzir efeitos negativos na deliberação, não se pode provar que estes efeitos são mais severos do que aqueles produzidos por uma deliberação à porta fechada. Além disso, argumentamos que uma justificação epistémica da deliberação à porta fechada não poderia ser aceite por um cidadão razoável: a justificação da publicidade não depende dos seus efeitos epistémicos positivos mas sim do facto de a avaliação e definição destes não poder ser deixada ao critério das partes em negociação.
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