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Socorro, Portugal
Over the past few decades, the word “digital” has become recurrent in the most diverse discourses and media. Used both as a noun and to qualify different actions, products and experiences, it became part of the everyday lexicon, appearing at the same time as a keyword in numerous projects and scientific articles. Together, these different approaches contributed to a generalized consensus around the idea that digital technologies condition all spheres of contemporary life. But what exactly characterizes the “digital condition” in which we live? If the question was already topical in 2016, when the first edition of Felix Stalder’s book was launched, its relevance is even more evident today...
Ao longo das últimas décadas, a palavra “digital” tornou-se recorrente nos mais diversos discursos e meios de comunicação. Usada tanto como substantivo como para qualificar diferentes ações, produtos e experiências, passou a fazer parte do léxico quotidiano surgindo, ao mesmo tempo, como palavra-chave em inúmeros projetos e artigos científicos. Em conjunto, estas distintas abordagens contribuíram para um consenso generalizado em torno da ideia de que as tecnologias digitais condicionam todas as esferas da vida contemporânea. Mas o que caracteriza, exatamente, a “condição digital” em que vivemos? Se a questão era já pertinente em 2016, quando a primeira edição do livro de Felix Stalder foi lançada, a sua relevância é hoje ainda mais evidente...
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