Brasil
Las plataformas digitales de transporte y entrega simbolizan la uberización de las relaciones laborales en la fase neoliberal del capitalismo y se hacen cada vez más presentes en la vida cotidiana. Con el objetivo de revelar las derivaciones político-electorales de este proceso, el artículo presenta un análisis de la Geografía Electoral de los nombres con referencias a la uberización de los candidatos que se presentaron en las Elecciones Municipales en Brasil (2016 y 2020). Con base en datos del TSE (Tribunal Superior Electoral), se observa un aumento importante en el número de estos candidatos. En seguida, se analiza a sus perfiles, su distribución en el territorio y afiliaciones partidistas. En un segundo momento, se reconstituye la trayectoria de un conductor de la plataforma Uber quien se convirtió en una figura pública y fue elegido concejal por la Municipalidad de São Paulo en 2020. Finalmente, se presenta la red nacional de candidatos articulada con base en temas relacionados a la actividad de los conductores en aplicaciones móviles. Las consideraciones finales indican que el crecimiento en la adopción de nombres de urnas vinculados a la uberización es geográficamente selectivo, pero representativo de la banalización de este proceso en la vida social y política. Además, se señalan los límites institucionales y las cuestiones federativas vinculadas a la entidad municipal frente a la plataformización y se presentan hipótesis para futuras investigaciones sobre la relación entre los nombres de las urnas, la uberización y la plataformización.
Transport and delivery digital platforms symbolize the uberisation of labor relations within the capitalist neoliberal phase, and they have become increasingly present in daily life. In order to reveal political-electoral reverberations of such process, this article presents an analysis of candidates’ ballot names considering their Electoral Geography when it comes to the Municipal Elections (2016 and 2020) referring to uberisation. Initially, based on data from the Brazilian Superior Electoral Court (TSE), the growth in the number of these candidates is understood, such as their profile, their distribution across the territory, and political parties. In a second step, it is considered the trajectory of a particular app driver, who has become a public persona, being elected councilor for São Paulo in 2020. Then, it is presented how the national candidate network has articulated based on issues related to drivers' activity by apps. Some final considerations have indicated a considered growth regarding the adoption of ballot names linked to uberisation, this is geographically selective but indicative of a trivialization about this process in social and political life. Besides, there are institutional limits to City Councils actions concerning a national regulated process. Other tensions are also indicated between the public and private sphere stemming from digital platforms in the territory.
As plataformas digitais de transporte e entrega simbolizam a uberização das relações de trabalho na fase neoliberal do capitalismo e se banalizaram no cotidiano de muitas cidades. Buscando revelar reverberações político-eleitorais nesse processo, o artigo apresenta uma análise do nome de urna dos candidatos às eleições municipais (2016 e 2020) com referências à uberização e a corporações em plataformas digitais. Na primeira parte do texto, com base no banco de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), descreve-se e analisa-se o crescimento do número desses candidatos, seu perfil, sua distribuição pelo território e filiação partidária. Em um segundo momento, qualitativo e apoiado nos dados do TSE, com análise de redes virtuais e entrevistas, reconstitui-se a trajetória de um dos candidatos com “Uber” em seu nome de urna que foi eleito vereador pelo Município de São Paulo. Argumenta-se que o candidato utilizou o tema da uberização como um capital político de sua persona. Por fim, apresenta-se a articulação de candidatos ligados à atividade dos motoristas por aplicativo. As considerações finais indicam que o crescimento da adoção de nomes de urna ligados à uberização é geograficamente seletivo, porém representativo da banalização desse processo na vida social e na vida política. Além disso, indicam-se os limites institucionais e as questões federativas ligadas ao ente municipal em face à plataformização e apresentam-se hipóteses para pesquisas futuras sobre a relação entre nomes de urna, uberização e plataformização.
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