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Resumen de A participação de mães surdas na vida escolar dos filhos ouvintes

Susana Barbosa, Mónica Silveira Maia, Manuela Sanches-Ferreira, Miguel Santos, Sílvia Alves

  • English

    The challenge of understanding the social and academic needs of deaf children in the educational context has been the subject of deep analysis in the literature, but the same does not happen in relation to deaf mothers and the performance of their role as responsible for the education of their children. Often, mothers who are deaf face communicational and attitudinal barriers, requiring adjustments in the family-school relationship, in order to guarantee them the fundamental right to participate in school decisions and in the school life of their students. This study aimed to explore the perspective of mothers who are deaf on their involvement in the school life of their hearing children, in order to identify areas of political action and practices for mobilizing facilitators of family-school relationships. For this, a focus group was held with 10 mothers who are deaf, whose children attended basic education – 1st and 2nd cycles – in Portuguese public schools. The results suggest that, despite the mothers’ willingness and commitment to get involved in their children’s school life, this participation is restricted by the way in which communication and the family-school relationship is traditionally structured. The perceived barriers are associated with the avoidance of situations of interaction with the school, in addition to the concern for the lack of knowledge of their children’s school life. The widespread existence of interpreters in schools or the training of the school community for the use of sign language are some of the changes discussed by mothers who are deaf in achieving their right to participate in the school life of their children.

  • português

    O desafio de entender as necessidades sociais e acadêmicas de crianças surdas no contexto educativo tem sido alvo de profunda análise na literatura, mas o mesmo não acontece em relação às mães surdas e ao desempenho do papel de responsáveis pela educação dos seus filhos. Com frequência, as mães surdas enfrentam barreiras de natureza comunicacional e atitudinal, tornando necessárias adequações na relação família-escola, de modo a lhes garantir o direito fundamental de participar nas decisões da escola e da vida escolar dos seus educandos. Assim, com este estudo pretendeu-se explorar a perspectiva de mães surdas sobre o seu envolvimento na vida escolar dos seus filhos ouvintes procurando identificar linhas de ação política e do domínio das práticas que visem a mobilização de facilitadores da relação família-escola. Para isso, realizou-se um grupo focal com 10 mães surdas, cujos filhos frequentavam o ensino básico – 1.º e 2.º ciclos –, de escolas públicas portuguesas. Os resultados sugerem que, apesar da vontade e do empenho das mães surdas para se envolverem na vida escolar dos filhos, esta participação é restringida pela forma como a comunicação e a relação família-escola está tradicionalmente estruturada. As barreiras sentidas estão associadas ao evitamento de situações de interação com a escola, acrescido da preocupação pelo desconhecimento da vida escolar dos seus filhos. A existência generalizada de intérpretes nas escolas ou a formação/capacitação da comunidade escolar para o uso de língua gestual são algumas das mudanças discutidas pelas mães surdas na consecução do seu direito à participação na vida escolar dos seus filhos.


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