Pretendemos analisar a aplicação da categoria populismo feita por economistas alinhados ao pensamento novo-desenvolvimentista em suas avaliações da chamada Nova Matriz Econômica (NME) do governo Dilma. Para tanto, analisamos o conceito de populismo presente nas reflexões de Bresser-Pereira (2016) sobre o governo Dilma. Em seguida, verificamos os esforços de Luis Oreiro e Nelson Marconi (2016) para diferenciar novo-desenvolvimentismo do que chamam de social-desenvolvimentismo, que seria produto da aplicação de uma interpretação equivocada do keynesianismo feita pelos governos do PT. Compreendemos que o novo-desenvolvimentismo, ao mobilizar o conceito de populismo, torna-se uma ideologia alheia aos conflitos sócio-políticos e, ao exigir um “governo forte”, contribui para negação da democracia e das demandas das camadas mais baixas da sociedade.
We intend to analyze the application of the category populism made by economists aligned with new developmental thinking in their evaluations of the so-called New Economic Matrix (NME) of the Dilma government. To do so, we analyze the concept of populism present in Bresser-Pereira's (2016) reflections on the Dilma government. Then, we verify the efforts of Luis Oreiro and Nelson Marconi (2016) to differentiate new developmentalism from what they call social developmentalism, which would be the product of the application of a mistaken interpretation of Keynesianism made by the PT governments. We understand that new developmentalism, by mobilizing the concept of populism, becomes an ideology alien to socio-political conflicts and, by demanding a "strong government", contributes to the denial of democracy and the demands of the lower layers of society.
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