Brasil
Sabe-se que, convencionalmente, os sonhos na tragédia grega e, de modo geral, na literatura grega antiga, tendem a se realizar. São, por essa razão, percebidos como sinais divinos que o sonhador, no mais das vezes, tem de interpretar, podendo, para tanto, recorrer a um intérprete de sonhos que lhe desvende o sentido. Os sonhos e o ato de sonhar, a despeito de seu caráter exterior e não subjetivo para o homem grego antigo, provocam determinadas emoções em quem sonha. Nosso objetivo é, pois, observar quais e como certas emoções se associam à experiência onírica, mediante a análise de passagens das tragédias de Ésquilo, Sófocles e Eurípides.
It is widely recognized that in Greek tragedy and ancient Greek literature in general, dreams have a tendency to come true. They are considered divine signals that the dreamer must interpret, often seeking the assistance of a dream interpreter to decipher their meaning. Despite dreams and the act of dreaming being seen as external and non-subjective in ancient Greek culture, they evoke specific emotions in the dreamer. Our objective, therefore, is to examine the emotions associated with the dream experience by analyzing passages from the tragedies of Aeschylus, Sophocles, and Euripides.
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