Brasil
A pandemia da COVID-19, além de outros problemas, trouxe à tona a preocupação com a saúde dos catadores de resíduos, já que esta é a principal fonte de renda destes. Devido a gravidade da disseminação do COVID-19, a população se viu obrigada a usar equipamentos de proteção para evitar o contágio com o vírus, porém devido a falta de lugares para que estes equipamentos fossem descartados, muitos eram jogados nos resíduos comuns, expondo os profissionais que vivem da catação de resíduos. Com base nisto este trabalho objetivou avaliar o nível de exposição dos catadores de resíduos durante os anos de 2020 e 2021. Os dados foram coletados através de questionários com os trabalhadores de 5 cooperativas de catadores no Município de Campina Grande-PB. A amostra foi representada por 58 catadores, dos quais 47 eram mulheres e 11 eram homens. Observou-se que, devido a necessidade de obtenção de renda, os catadores não interroperam seus trabalhos durante o período pandêmico. Mesmo sendo necessário obedecer um período de quarentena para que os resíduos minimizassem seu poder infectante, apenas duas cooperativas respeitaram o período de 4 a 5 semanas de quarentena. Nenhuma das pessoas fez testes para detecção do COVID-19, o que mostrou a falta de assistência para com os catadores. Conclui-se que as condições de trabalho dos catadores de resíduos eram críticas e merecedoras de atenção pelo poder público, já que estes tiravam seu sustento da catação e não puderam interromper seus trabalhos, colocando em risco a sua saúde e de seus familiares.
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