Meu propósito no presente artigo é pensar o nexo entre poder e liberdade a partir de Tucídides e Aristóteles. No discurso fúnebre de Péricles em homenagem aos atenienses mortos em combate durante a Guerra do Peloponeso e na determinação da virtude ética da coragem, feita por Aristóteles em sua Ética a Nicômaco, encontra-se a mesma atitude ousada de consideração dos riscos inerentes à ação. É o que acontece no exercício reflexivo da deliberação. A herança grega consiste na visão de que o exercício do poder possui um caráter liberador. Ao contrário da dominação, o poder deixa livres aqueles que estão em sua órbita.
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