O texto pretende ser uma exegese da epígrafe. Para tanto, serve-se de uma passagem de Nietzsche, que fala da nossa situação, da nossa hora histórica, a saber, a consumação do niilismo europeu, e a necessidade de assumir esta hora, esta situação, desde e como paciência, desde e como espera e escuta, que perfazem paciência. Na paciência, como paciência, em escuta e espera, vem à tona, salta vida, existência. E, porque salto (i-mediato, a-byssal), revela-se como o jogado, o à toa, o inútil. Pura gratuidade (e necessidade!), ou seja, sem porquê e sem para quê. Vida como pura transcendência subitamente irrompida ― aí e assim a força, o poder.
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