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A crítica de John Searle fez a Thomas Kuhn se desenvolve em dois momentos: primeiro, em relação ao argumento da história da ciência, de que essa se desenvolve de modo não cumulativo como apresentou a perspectiva neopositivista, mas através de revoluções que manifestam um novo mundo no qual os cientistas trabalham; e, segundo, a subdeterminação das teorias pelos dados, onde os dados devem corresponder à verdade da teoria que se apresenta sobre determinado realidade no mundo real. Esses dois argumentos críticos de Searle em relação a Thomas Kuhn, fez-nos reelaborar a posição de uma refutação recorrendo alguns escritos dele onde ele mesmo reconhece que as críticas feitas são frutos de uma má interpretação dos seus escritos. Assim, a defesa de Thomas Kuhn se dá pela recusa de que a mudança de mundo, realizado pela mudança de um paradigma, não seria uma mudança do mundo real que permanece sempre o mesmo. E, por fim, que a influência dos dados em relação às teorias não seria uma relação contraria a busca de uma correspondência no mundo real e, do mesmo modo, do mundo real a uma teoria.
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