Dentre as elaborações conceituais da psicanálise, a pulsão certamente ocupa um patamar de destaque e importância para o entendimento do funcionamento psíquico. Isso porque o estímulo pulsional, situado na fronteira entre soma e psique, atua como uma força incessante que requer satisfação através de modificações específicas da fonte interna emissora de estímulos. Contudo, esta formulação, durante o desenrolar das obras de Sigmund Freud, sofre alterações e desenvolvimentos diversos, tendo a presença de duas dualidades. A primeira, regida pelo princípio do prazer, descreve as pulsões sexuais e as suas conexões às pulsões de autoconservação. A segunda, entretanto, ultrapassa o princípio do prazer e descreve as pulsões de vida e as pulsões de morte. À vista disso, o presente estudo realiza uma leitura do conceito psicanalítico de pulsão – desde suas primeiras aparições até a elaboração final freudiana (pulsão de morte) – destacando suas vicissitudes no aparelho psíquico.
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