Argentina
El presente artículo se propone como un aporte a la reconstrucción de las transformaciones que se han desarrollado a partir de la década de 1970 sobre la base del denominado triángulo antropológico foucaultiano, compuesto por las superficies de la vida, el trabajo y el lenguaje. Teniendo esto en cuenta, la pregunta articuladora es: ¿qué figura antropológica puede emerger de estas profundas modificaciones? Para esto recuperaremos una serie de aportes recientes que serán expuestos atendiendo a tres bloques correspondientes a la metamorfosis de cada una de las superficies: el lenguaje, el trabajo y la vida. De ello derivó como conclusiones, la apertura hacia un nuevo orden que trasciende los umbrales superior —las poblaciones— e inferior —el individuo— de la biopolítica; observamos esto en el emparejamiento de las superficies descritas con un capitalismo tardío, donde las utopías de la comunicación ceden paso al capitalismo de vigilancia, la profunda transformación del vínculo capital-trabajo nos dirige hacia una hiperflexibilización y precarización por vía de las plataformas y la vacuidad absoluta de lo viviente —reducido a biomoléculas— que abre paso al biocapital.
O presente artigo, propõe- se como uma contribuição para a reconstrução das transformações que se desenvolveram desde a década de 1970 combase no chamado triângulo antropológico foucaultiano, formado pelas superfícies da vida, do trabalho e da linguagem. Levando isto em consideração, a questão articuladora seria: que figura antropológica pode surgir dessas profundas modificações? Para isso, retomaremos um conjunto de contribuições recentes que serão expostas segundo três blocos correspondentes à metamorfose de cada uma das superfícies: linguagem, obra e vida. Dessa forma , tiram-se a modo de conclusões, a abertura para uma nova ordem que transcenda os patamares superiores —populações— e limiares inferiores —o indivíduo— da biopolítica; Observamos isso no emparelhamento das superfícies descritas com o capitalismo tardio, onde as utopias da comunicação dão lugar ao capitalismo de vigilância, a profunda transformação do vínculo capital-trabalho nos leva à hiperflexibilidade e precariedade via plataformas e vazio absoluto do vivo —reduzido às biomoléculas — que abre caminho para o biocapital.
This article is proposed as a contribution to the reconstruction of the transformations that have taken place from the 1970s on the basis of the so-called Foucault’s anthropological triangle, composed of the surfaces of life, work and language. In this respect, the articulating question is: what anthropological figure can emerge from these profound modifications? For this we will recover a series of recent contributions that will be exposed taking into account three blocks corresponding to the metamorphosis of each of the surfaces: language, work and life. From this, the opening towards a new order that transcends the upper thresholds —the populations— and the lower —the individual— of biopolitics resulted as a conclusion; we observe this in the pairing of the surfaces described with a late capitalism, where the utopias of communication give way to surveillance capitalism, the profound transformation of the capital-labour link directs us towards a hyperflexibilization and precarization by way of platforms and the absolute emptiness of the living —reduced to biomolecules— that opens the way to the biocapital.
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