Brasil
A Colônia do Sacramento, fundada em 1680 pelos portugueses, desde os seus primórdios atuou como um fator de alteração nas relações étnicas e sociais no Rio da Prata. Esta cidadela se apresenta como um cenário promissor e privilegiado para observar tanto as ações como as denominações atribuídas as sociedades indígenas na América meridional. Na correspondência dos jesuítas e na documentação dos governadores coloniais há informações a respeito das categorias de classificação atribuídas à essas populações. Estes dados, apesar dos seus limites, nos permitem interrogar a respeito das condições de produção da diferença, das maneiras pelas quais certas comunidades passam a ser percebidas como uma coletividade.
Founded in 1680 by the Portuguese, Colônia do Sacramento disrupted ethnic and social relations in Rio da Prata from the outset. The citadel is a promising and privileged setting from which to observe actions involving indigenous societies in South America and serves to illustrate how certain ethnic denominations were attributed to them. Jesuit correspondence and the documentation of the colonial governors provide information about the categories in which these populations were classified. Despite their limitations, the sources allow to explore the conditions in which these differences occurred, and the ways in which certain communities came to be perceived as a collective.
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