México
El artículo plantea la hipótesis de un “diálogo inter-económico” como estrategia para hacer frente a los dilemas ontológicos, epistemológicos y éticos de los discursos económicos contemporáneos. La formulación de tal hipótesis tiene como principal referente el trabajo teórico de Enrique Dussel sobre el “diálogo intercultural” y el “diálogo inter-filosófico”. Cuatro coordenadas metódicas orientan la definición de un posible “diálogo inter-económico”: a) localizar geopolíticamente los discursos económicos en el Sur y Norte globales; b) reconocer la situación asimétrica de las comunidades de comunicación de los economistas; c) establecer núcleos problemáticos universales de la economía; y d) proyectar como horizonte intencional la realización de un diálogo plural. Se sostiene que el sentido de un “diálogo inter-económico” no se reduce al despliegue de una crítica económica deconstructiva del capitalismo, sino se anima a una crítica económica creativa de alternativas post-capitalistas concretas. El trabajo finaliza con una sugerencia temática para una agenda de un “diálogo inter-económico” Sur-Sur: ¿qué significa pensar económicamente? Con el planteamiento de la pregunta se busca sugerir que una reforma plena del modo económico de pensar vigente puede comenzar su transformación a través de una reflexión filosófica acerca del sentido de la economía en cuanto tal.
The paper proposes the hypothesis of an “inter-economic dialogue” as a strategy to face the ontological, epistemological and ethical dilemmas of contemporary economic discourses. The formulation of such hypothesis has as its main referent the theoretical Enrique Dussel work on “intercultural dialogue” and “inter-philosophical dialogue”. Four methodical coordinates guide the definition of a possible “inter-economic dialogue”: a) geopolitically locate economic discourses in the global South and North; b) recognize the asymmetric situation of the communication communities of economists; c) establish universal problematic nuclei of the economy; and d) project the realization of a plural dialogue as an intentional horizon. It is argued that the meaning of an “inter-economic dialogue” is not reduced to deploying a deconstructive economic critique of capitalism, but rather encourages a creative economic critique of concrete post-capitalist alternatives. The paper ends with a thematic suggestion for an agenda for a SouthSouth “inter-economic dialogue”: What does it mean to think economically? With the approach to the question, we seek to suggest that a full reform of the current economic way of thinking can begin its transformation through a philosophical reflection about the economy meaning as such.
O artigo propõe a hipótese de um "diálogo intereconômico" como estratégia para enfrentar os dilemas ontológicos, epistemológicos e éticos dos discursos econômicos contemporâneos. A formulação de tal hipótese tem como principal referencial a obra teórica de Enrique Dussel sobre "diálogo intercultural" e "diálogo interfilosófico". Quatro coordenadas metódicas orientam a definição de um possível “diálogo intereconômico”: a) localizar geopoliticamente os discursos econômicos no Sul e no Norte globais, b) reconhecer a situação assimétrica das comunidades de comunicação dos economistas, c) estabelecer núcleos problemáticos universais da economia e d) projetar a realização de um diálogo plural como horizonte intencional.
Argumenta-se que o significado de um “diálogo intereconômico” não se reduz a implantar uma crítica econômica desconstrutiva do capitalismo, mas sim encoraja uma crítica econômica criativa de alternativas pós-capitalistas concretas. O artigo termina com uma sugestão temática para uma agenda para um “diálogo intereconômico” Sul-Sul: o que significa pensar economicamente? Com a abordagem da questão, buscamos sugerir que uma reforma integral do pensamento econômico atual pode iniciar sua transformação por meio de uma reflexão filosófica sobre o significado da economia como tal.
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