Este artigo apresenta uma revisão bibliográfica crítica sobre as particularidades da ética estoica descrita por Cícero em sua análise das paixões. As principais palavras utilizadas pelos estoicos derivam-se do grego páthe (paixões), que Cícero traduziu para o latim como perturbationes (perturbações). Os estoicos definem as paixões como movimentos contrários à natureza e desviados da razão correta; como julgamentos cognitivos equivocados de valor sobre quais os verdadeiros bens a serem perseguidos pelo ser humano, de modo que deveriam ser eliminadas (apátheia) na busca final pela virtude e felicidade. Nesse sentido, Cícero descreve 32 espécies de paixões definidas e detalhadas pelos estoicos, correlacionando-as e diferenciando-as das definições apresentadas por seus principais adversários.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados