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Escrevivência e banzo: lemes dos navios de nossa memória?

    1. [1] Universidade Federal do Tocantins

      Universidade Federal do Tocantins

      Brasil

  • Localización: Revista de Literatura, História e Memória, ISSN 1983-1498, Vol. 18, Nº. 31, 2022 (Ejemplar dedicado a: AUTOFICÇÃO: DA MEMÓRIA À FICÇÃO)
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Writingvivência and banzo: rudders of the ships of our memory?
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      In this article we built a theoretical and conceptual review of the expression banzo that, since the arrival of African captives in Brazilian territories, in order to exploit the slave labor, has been presented in literature as an evil caused by memory andlonging for Africa, in the face of forced diaspora. Subsequently, a dialogue was established between the notions of banzo and writingvivation, the latter defended as a space for memory and for strengthening the antiracist commitment that, by nature, requires the rewriting of the history of black people by those who actually experienced it. To this end, we used studies that move between history and literature, more precisely the theoretical propositions of Conceição Evaristo (2010; 2016; 2017); Oliveira (2021); Oda (2008) Clóvis Moura (2004) Kananoja (2018); Cosme (1967), among others. From this, it was realized that there is an intense dialogue between writingvivation and banzo, since both take place in the present in relation to the past; one intending to connect with the lost past (banzo); the other, to build diverse futures of the currently lived (writingvivation).

    • português

      Neste artigo construiu-se uma revisão teórica e conceitual da expressão banzo que, desde a chegada dos cativos africanos em territórios brasileiros, a fim da exploração da mão de obra escravocrata, tem sido apresentada na literatura como um mau provocado pela memória viva e a ausência da África, diante da diáspora forçada. Posteriormente, estabeleceu-se diálogos entre as noções de banzo e escrevivência, esta última defendida como um espaço de memória e do fortalecimento do compromisso antirracista que, por natureza, exige a reescrita da história dos povos negros por quem, de fato, vivenciou-a. Para tanto, utilizou-se de estudos que transitam entre a história e a literatura, mais precisamente as proposições teóricas de Conceição Evaristo (2010; 2016; 2017); Oliveira (2021); Oda (2008) Clóvis Moura (2004) Kananoja (2018); Cosme (1967), dentre outros. A partir disso, percebeu-se que há um diálogo intenso entre escrevivência e banzo, visto que ambos se dão no presente em relação ao passado; um intentando conectar-se com o passado perdido (banzo); o outro, construir futuros diversos do vivido atualmente (escrevivência).


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