Brasil
This article analyzes how the perceptions of professionals from Child Psychosocial Care Centers, regarding children’s access to mental health services, affects the guidelines of Health Conferences. Field research was carried out through interviews with a semi-structured script, allied to documentary research and reports from Health Conferences. The findings are discussed based on the concepts of deliberative democracy and communicative action, proposed by Jürgen Habermas. It was observed that the perceptions of professionals are not evident in the reports, as well as evidence of the existence of a barrier of understanding concerning children’s mental health, and that the alterity of children and adolescents may be denied because of the absence of a democratic and deliberative perspective in the development of public policies.
Este artigo objetiva analisar como a percepção dos profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial Infantil, acerca do acesso infanto-juvenil aos serviços de saúde mental, repercutem nas diretrizes das conferências de saúde. Foram analisados dados coletados por meio de entrevistas e a partir dos relatórios das conferências, com foco na relação entre as impressões dos profissionais e como o tema da saúde mental infantojuvenil é apresentado nas conferências. Mesmo diante de temas enfocando a democracia, a saúde mental da criança e do adolescente não se fez representada nos relatórios das Conferências de Saúde. Nota-se que existe uma barreira de compreensão no que diz respeito à saúde mental infantojuvenil, pois a alteridade da criança e do adolescente pode ser negada como resultado da ausência de uma perspectiva democrática e deliberativa na elaboração das políticas públicas.
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