Brasil
In this article, I reflect on the production of care in clinical practice in palliative care. Based on ethnographic research, resulting from the observation of care provided by the Palliative Care Service of a teaching hospital in the state of São Paulo to people with life-threatening illnesses, I discuss how the decision-making processes around the use of advanced life support make explicit the contradictions, adjustments and situationality of producing care in this context. Thus, from the extensive description of care practices and routines developed by the health team, I argue that care and what is handled as “good care” (Mol, 2008) is produced in the temporariness of the interactions that are established among various actors – palliative care team, specialties, family members – and in the sliding of the intricate dynamics that traverse particular diagnoses, bad prognoses, physiological responses, intervention modalities, decisions about therapeutic conducts and subjectivities.
Neste artigo reflito sobre a produção do cuidado na prática clínica em cuidados paliativos. Com base em pesquisa etnográfica, resultante da observação dos atendimentos realizados pelo Serviço de Cuidados Paliativos de um hospital-escola do estado de São Paulo a pessoas com doenças que ameaçam a continuidade da vida, discuto como os processos de tomada de decisão em torno do uso de suportes avançados de vida explicitam as contradições, os ajustes e a situacionalidade do fazer cuidado nesse contexto. Assim, a partir da descrição extensa das práticas e rotinas assistenciais desenvolvidas pela equipe de saúde, argumento que o cuidar e o que se maneja como “bom cuidado” (Mol, 2008) se produz na provisoriedade das interações que se estabelecem entre vários atores – equipe de cuidados paliativos, especialidades, familiares – e nos deslizamentos das dinâmicas intrincadas que atravessam diagnósticos particulares, maus prognósticos, respostas fisiológicas, modalidades de intervenção, decisões sobre condutas terapêuticas e subjetividades.
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