Santiago, Chile
Aborda la realidad de la región metropolitana de Chile (RM) que, fue fuertemente remecida por el estallido social de octubre 2019 y, la primera ola de la pandemia del Covid19. La primera parte documenta las tendencias macro marcadas por un elevado grado de contagio y mortalidad y hoy por el rebrote de viejas de formas de marginalidad (personas de calle, campamentos, tugurios), junto a la agudización de delitos, tráfico de drogas, y deterioro de los polos de actividad comercial y cultural. La segunda parte muestra los indicios de un deterioro estructural de la percepción ciudadana metropolitana, procesando datos 2015 y 2020 del Latino Barómetro (disponible en: https://www.
latinobarometro.org/latOnline.jsp), a escala RM versus Chile, midiendo asimismo las brechas que marca la residencia en la región capital. También se hace una comparación con Brasil 2020, país de reconocida alta desigualdad y también donde la pandemia fue muy grave. Chile evidencia el deterioro en la insatisfacción con el bienestar y la vivencia de desigualdad, tendencia más marcada en la Región Metropolitana que, en el resto de Chile, y mayor que Brasil. El proceso descrito para la Región Metropolitana (RM) de Chile esta correlacionado con alzas muy importantes de la percepción de inseguridad y vulnerabilidad al delito metropolitano, y propiamente la instalación de indicadores que permiten hablar en términos sociológicos de anomia y desintegración social, dentro del espacio de escala metropolitano. Esta es la región que, previamente destacaba por concentrar mayor población, empresas modernas, y riqueza dentro del país, pero con una segmentación, desigualdad y segregación que explicarían la profundidad de la crisis descrita. Se concluye la necesidad de una gobernanza y políticas públicas especiales para estas megaciudades donde la penetración más prematura y profunda de la globalización económica neoliberal, y desarme del estado de bienestar, parece haber cimentado las bases de una nueva forma de primacía de la crisis postpandemia.
Addresses the reality of the metropolitan region of Chile (RM), which was strongly shaken by the social outbreak of October 2019 and the first wave of the Covid19 pandemic. The first part documents the macro trends marked by a high degree of contagion and mortality and today by the resurgence of old forms of marginality (street people, camps, slums), along with the worsening of crime, drug trafficking, and deterioration of the poles of commercial and cultural activity. The second part shows the signs of a structural deterioration of metropolitan citizen perception, processing 2015 and 2020 data from the Latin Barometer https://www.latinobarometro.org/latOnline.jsp, on the scale of the RM versus Chile, also measuring the gaps marked by residence in the capital region. A comparison is also made with Brazil 2020, a country of recognised high inequality and also where the pandemic was very serious. Chile shows a deterioration in dissatisfaction with well-being and the experience of inequality, a trend that is more marked in the Metropolitan Region than in the rest of Chile, and greater than in Brazil. The process described for the Metropolitan Region (MR) of Chile is correlated with very significant increases in the perception of insecurity and vulnerability to metropolitan crime, and the installation of indicators that allow us to speak in sociological terms of anomie and social disintegration within the metropolitan space. This is the region that previously stood out for concentrating the largest population, modern companies and wealth in the country, but with a segmentation, inequality and segregation that would explain the depth of the crisis described above. It concludes the need for special governance and public policies for these megacities where the earlier and deeper penetration of neoliberal economic globalisation, and the dismantling of the welfare state, seems to have laid the foundations for a new form of primacy of the post-pandemic crisis.
Aborda a realidade da região metropolitana do Chile (RM), que foi fortemente abalada pelo surto social de outubro de 2019 e a primeira onda da pandemia da Covid19.
A primeira parte documenta as macro tendências marcadas por um alto grau de contágio e mortalidade e hoje pelo ressurgimento de antigas formas de marginalidade (pessoas de rua, acampamentos, favelas), juntamente com o agravamento da criminalidade, do tráfico de drogas e da deterioração dos pólos de atividade comercial e cultural. A segunda parte mostra os sinais de uma deterioração estrutural da percepção do cidadão metropolitano, processando dados de 2015 e 2020 do Barômetro Latino https://www.latinobarometro.
org/latOnline.jsp, na escala da RM contra o Chile, medindo também as lacunas marcadas pela residência na região da capital. Também é feita uma comparação com o Brasil 2020, um país de reconhecida alta desigualdade e também onde a pandemia era muito grave.
O Chile mostra uma deterioração da insatisfação com o bem-estar e a experiência da desigualdade, uma tendência que é mais acentuada na Região Metropolitana do que no resto do Chile, e maior do que no Brasil. O processo descrito para a Região Metropolitana (RM) do Chile está correlacionado com aumentos muito significativos na percepção da insegurança e vulnerabilidade ao crime metropolitano, e a instalação de indicadores que nos permitem falar em termos sociológicos de anomia e desintegração social dentro do espaço metropolitano. Esta é a região que antes se destacava por concentrar a maior população, as empresas modernas e a riqueza do país, mas com uma segmentação, desigualdade e segregação que explicaria a profundidade da crise descrita acima. Conclui a necessidade de uma governança e políticas públicas especiais para estas megacidades onde a penetração anterior e mais profunda da globalização econômica neoliberal, e o desmantelamento do Estado social, parece ter lançado as bases para uma nova forma de primazia da crise pós-pandêmica.
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