Brasil
Tematizando a literatura como prática discursiva que explora relações entre memória e história, realiza-se neste artigo uma análise do romance K. - Relato de uma busca, de Bernardo Kucinski. Nosso interesse se concentra em quinze capítulos dos vinte e nove que compõem a obra, os quais focalizam especificamente a busca desesperada de K. por sua filha desaparecida. A nossa hipótese de leitura é que o romance de Bernardo Kucinski possa ser compreendido como uma escritura que atualiza a catástrofe do regime autoritário da Ditadura Civil-Militar (1964-1985), construindo uma memória coletiva dos desaparecimentos políticos, a partir de um testemunho ético da busca dos familiares por seus parentes.
Thematizing literature as a discursive practice that explores relationships between memory and history, this article analyzes the novel “K. - Report of a Quest” by Bernado Kucinski. Our interest is concentrated in fifteen chapters of the twenty-nine that compose the work, which specifically focus on K.’s desperate search for his missing daughter. Our hypothesis of reading is that Bernardo Kucinski’s novel can be understood as a deed that updates the catastrophe of the authoritarian regime of the Civil-Military Dictatorship (1964-1985), building a collective memory of political disappearances, based on an ethical testimony of people’s search for their missing family members.
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados