É crescente o entendimento de que as diversas estratégias do chamado desenvolvimento sustentável não têm sido efetivas no enfrentamento às atuais crises climáticas e ambientais, por estarem vinculadas aos interesses comerciais do capitalismo verde, que monetiza e quantifica os recursos naturais com base nas dinâmicas de mercado. O artigo, escrito em tom ensaístico, transitará pelas relações entre a sustentabilidade de mercado e os argumentos utilizados em pesquisas da área de otimização e performance. Busca assim, explorar o que há entre a ideia de desenvolvimento tecnológico na arquitetura e as epistemologias tecnocientíficas dos países do centro do capitalismo, as quais têm ditado aos pesquisadores e profissionais brasileiros um caminho que desvaloriza conhecimentos tecnocientíficos produzidos fora da lógica da ciência dominante. Dentro disso, como o campo da arquitetura, cada vez mais seduzido por novas tecnologias como os algoritmos de otimização e a IA, têm se posicionado diante desse debate?
© 2001-2026 Fundación Dialnet · Todos los derechos reservados