Traditionally, a reflexion on the phenomenon of extraterritoriality or literary deterritorialization emphasized the cosmopolitan component of this experience, supposedly in harmony with globalisation. In this essay, on the contrary, we examine the switch in literary language from the perspective of the writers in minority languages, who occupy a secondary place in the international linguistic hierarchy and are not always in a position to choose with a happy freedom their instrument of expression. This critical perspective contributes to uncover the fallacies woven by the dominant discourse ― amongst which are some outstanding contributions of French post-structuralism and of post-colonialist critique ― which reduce language to a mere instrument of communication, suspiciously forgetting its function in relation with the construction of personal identity and the social sense of reality.
Tradicionalmente, a reflexão sobre o fenômeno da extraterritorialidade ou desterritorialização literária pôs a ênfase no componente cosmopolita desta experiência, supostamente em harmonia com a globalização. Neste ensaio, pelo contrário, examinam-se as mudanças de língua literária desde a perspectiva dos escritores em línguas minorizadas, que ocupam um lugar subalterno na hierarquia linguística internacional e não sempre se acham em condições de eleger com uma ditosa liberdade o seu instrumento expressivo.
Esta perspectiva crítica contribui a pôr ao descoberto as falácias tecidas pelos discursos dominantes ― entre os quais figuram algumas destacadas contribuições do pós-estruturalismo francês e da crítica pós-colonialista ― que reduzem a linguagem a um mero instrumento de comunicação, com um suspeito esquecimento das suas funções relativas à construção da identidade pessoal e o sentido social da realidade.
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