En este artículo se examina, desde una perspectiva teórico-metodológica, el proceso de conformación de un espacio de construcción de conocimiento colectivo con diversos movimientos reivindicativos de los derechos de las mujeres en la región de la Triple Frontera de Argentina, Paraguay y Brasil. Asumiendo el proceso de investigación como un ejercicio de coteorización y generación de diálogos horizontales entre la antropología y los movimientos sociales, en el texto se describe y reflexiona sobre cómo esta perspectiva de trabajo permite avanzar en la teorización sobre los movimientos de las mujeres, a la vez que es utilizado por estas como una herramienta de articulación, deliberación y emancipación. Asimismo, se expone la necesidad del reconocimiento de múltiples ejes o sistemas de opresión como centro del debate, y la necesidad de articulación de diferentes agendas políticas con el fin de desligarse de visiones esencialistas y homogeneizadoras en torno a los movimientos sociales en general y el feminismo en particular.
Drawing from a theoretical-methodological approach, this article examines the process of making up room for collectively built knowledge by several women’s rights defense movements in the Tri-Border area belonging to Argentina, Paraguay, and Brazil. Adopting the research process as a co-theorization exercise and bringing about horizontal dialogues between anthropology and social movements, this article describes and reflects upon how this working approach allows moving on in theorizing upon women’s movements, while being displayed by themselves as a tool for articulation, deliberation, and emancipation. Likewise, we show the need to acknowledge manifold oppression axes or systems as the center of debate, and the need to articulate several political agendas so that we are able to free ourselves of essentialist homogenizing views around social movements in general and feminism in particular.
Neste artigo examina-se, desde uma perspectiva teórico-metodológica, o processo de conformação de um espaço de construção de conhecimento coletivo com diversos movimentos reivindicatórios dos direitos das mulheres na região da Tríplice Fronteira da Argentina, o Paraguai e o Brasil. Assumindo o processo de pesquisa como um exercício de coteorização e geração de diálogos horizontais entre a antropologia e os movimentos sociais, o texto descreve e reflete sobre como essa perspectiva de trabalho permite avançar na teorização sobre os movimentos das mulheres, ao mesmo tempo em que é utilizado por elas como uma ferramenta de articulação, deliberação e emancipação. Igualmente, expõe-se a necessidade do reconhecimento de múltiplos eixos ou sistemas de opressão como centro do debate, e a necessidade de articulação de diferentes agendas políticas com o fim de se desligar de visões essencialistas e homogeneizantes ao redor dos movimentos sociais no geral e o feminismo em particular.
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