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O enunciado como categoria de análise na produção do(s) discurso(s) em Foucault

    1. [1] Universidade Federal de Pelotas

      Universidade Federal de Pelotas

      Brasil

  • Localización: Griot: revista de filosofía, ISSN 2178-1036, Vol. 22, Nº. 3, 2022, págs. 255-264
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • The enunciation as a category of analysis in the production of the discourse(s) in Foucault
  • Enlaces
  • Resumen
    • português

      O presente trabalho tem por objetivo debater a ideia de que o enunciado pode vir a ser uma provável categoria de análise, na tentativa de pensar o(s) discurso(s), do mesmo modo que sua geração, na moldura teórica proposta por Michel Foucault (1926-1984). O filósofo francês desenvolveu o enunciado como uma categoria de análise, em obras como As Palavras e As Coisas (1966) e a A Arqueologia do Saber (1969), em um enquadramento capaz de permitir uma determinada autonomia à formulação de um conceito. Desta forma, o enunciado, na tentativa de engendrar essa mesma autonomia a uma teoria a ser erigida, permitiria a gravitação desta nos referidos discursos produzidos pelo indivíduo. O enunciado, foucaultianamente, não se refere em stricto sensu a um arcabouço gramatical, ou estritamente linguístico, mas permite a confluência na formação de noções teóricas, ou mesmo na moldura do(s) discurso(s), possibilitando a consonância de ideias que fundamentam os discursos vigentes nas ciências humanas e que delineiam o status quo. Sendo a proposição de enunciado em Foucault uma categoria não necessariamente científica, isto é, sem a envergadura de uma composição de verdade, assim como de um “dizer verdadeiro”. O enunciado, na proposta do autor, contrapõe-se ao discurso que versa sobre a nomenclatura da verdade e os mecanismos que instituem a constante produção desta e que outorgam as concepções epistemológicas (que constituem as epistemologias vigorantes) nos espaços: social, político, histórico e também cultural.

       

    • English

      The present work aims to discuss the idea that the enunciation may be a probable category of analysis, in an attempt to think the discourse(s), like its generation, in the theoretical framework proposed by Michel Foucault (1926-1984). The French Philosopher, developed the statement as category of analysis, in works like The Order of Things (1966) and The Archeology of Knowledge (1969), in a frame capable of allowing a certain autonomy to the formulation of a concept. In this way, the enunciation in the attempt to generate this same to a theory to be put up, would allow the gravitation in the mentioned discourses produced by the individual. The enunciation, in the Foucault’s thought, does not refer in stricto sensu to a grammatical or strictly linguistic framework, but allows the confluence in the formation of theoretical notions, or even in the frame of the discourse(s), making possible the consonance of ideas that base the discourses that prevail in the human sciences and wich outline de status quo. Being Foucault’s proposition of enunciation is a category not necessarily scientific, that is, without the magnitude of a composition of truth, as well as of a “true saying”. The enunciation, in the author’s proposal, contrasts with the discourse that deals with the nomenclature of truth and the mechanisms that institute the constant production of it, and wich they grant the epistemological conceptions (wich constitute epistemologies in force) in social, political, historical e and cultural spaces.

       


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