Brasil
This article aims to analyze the relations between space and literary testimony in the autobiography Cockroaches, by the Rwandan writer Scholastique Mukasonga. Originally published in 2006, Cockroaches chronicles Mukasonga’s childhood, adolescence and adult life in Rwanda, while surviving to the constant persecution by Hutus, the country’s ethnic majority, against Tutsis, second largest population in the country. In 1973, Mukasonga leaves Rwanda, and it is from this diasporic place that the writer starts her narrative. Therefore, based on the assumptions about space of Antonio Dimas (1985), Doreen Massey (2006) and Mikhail Bakhtin (2014), articulated to reflections about trauma literature by Marcio Seligmann-Silva (2008), Alfredo Bosi (1995) and Jean-Marie Gagnebin (2005), we intend to analyze how the objective and material topographies narrated by Mukasonga in her testimony operate as symbolic spaces that points out to representations of gutsembasemba, that is, the final genocide perpetrated against Tutsis, which ocurred between April and July in 1994.
Este artigo objetiva a análise das relações entre espaço e literatura de testemunho na autobiografia Baratas, da escritora ruandesa Scholastique Mukasonga. Publicada em 2006, Baratas narra a infância, adolescência e chegada à vida adulta de Mukasonga no sudoeste de Ruanda, enquanto sobrevive às constantes perseguições dos hutus, maioria étnica, contra os tutsis, segunda maior população do país. No ano de 1973, Mukasonga foge do país, e é portanto deste lugar diaspórico que a escritora empreende sua narrativa. Partindo-se dos pressupostos teóricos sobre o espaço de Antonio Dimas (1985), Doreen Massey (2006) e Mikhail Bakhtin (2014), aliados às reflexões sobre a literatura do trauma de Marcio Seligmann-Silva (2008), Alfredo Bosi (1995) e Jean-Marie Gagnebin (2005), pretende-se analisar o modo como as topografias materiais e objetivas descritas por Mukasonga em seu testemunho operam como espaços simbólicos que apontam para representações do gutsembasemba, isto é, o genocídio final perpetrado contra os tutsis, ocorrido entre os meses de abril e julho de 1994.
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