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A recepção do epos clássico vergiliano no poema sacro e tragicômico Eustachidos, dado como do Frei Manuel de Santa Maria Itaparica

    1. [1] Universidade Federal do Espírito Santo

      Universidade Federal do Espírito Santo

      Brasil

  • Localización: Humanitas: Revista do Instituto de Estudos Clássicos, ISSN 0871-1569, Nº. 79, 2022, págs. 163-186
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • The Reception of the Classic Vergilian Epos in the Sacred and Tragicomic Poem Eustachidos [...], Ascribed to Frei Manuel de Santa Maria Itaparica
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      The present article proposes an analysis of the sacred and tragicomic poem Eustachidos, by Frei Manuel de Santa Maria Itaparica, investigating the generic configuration of the work, according to preceptists such as Torquato Tasso (1964), Giovanni Savio (1601) and Francisco José Freire (1759), and its reception of the classic vergilian models from the Georgics and the Aeneid. Looking at the practical systems of representation that were part of the discursive field of the seventeenth century Portuguese Americas, we sought rhetorical-poetic and theological-political solutions for the generic definition of the work (as sacred and tragicomic) and for the decorum of the res and uerba in the poem when conveniently emulating the models of the Georgics and Aeneid, staging dynamic operations with a certain tradition, whose representative effects we believe to be analogous to that of the ancient alexandrianism. We believe that the care with these residues that have come to us, but which are still to receive greater attention, is important so that we reach more complex understandings of the literate practices of the seventeenth-century Portuguese Americas and of the colonial discursive field

    • português

      O presente artigo propõe-se uma análise do poema sacro e tragicômico Eustachidos, dado como do Frei Manuel de Santa Maria Itaparica, tendo em vista a configuração genérica da obra, segundo preceptistas como Torquato Tasso (1964), Giovanni Savio (1601) e Francisco José Freire (1759), e a sua recepção dos modelos épicos clássicos vergilianos das Geórgicas e da Eneida. Atentos aos sistemas práticos de representação que integravam o campo discursivo do Setecentos américo-português, buscamos soluções retórico-poéticas e teológico-políticas para a definição genérica da obra como sendo sacra e tragicômica e para o decoro das res e dos uerba no poema ao emular ora o modelo épico das Geórgicas, ora o modelo épico da Eneida, pondo em cena operações dinamizadas com a tradição, cujos efeitos representativos acreditamos serem análogos ao de um alexandrinismo já previsto nas composições poéticas clássicas. Cremos que o cuidado com esses resíduos chegados até nós, mas ainda relegados de maiores atenções, é importante na medida em que complexifica o nosso entendimento sobre as práticas letradas do Setecentos américo-português e sobre o funcionamento de seu campo discursivo colonial.


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