Sair do cinema é como abandonar um estado de semihipnose. O espetáculo fascinante de pouco mais de duas horas, a indolência produzida pelo escuro da sala, a mobilidade e o colorido das figuras desfilando aos nossos olhos, sem que façamos nenhum esforço da poltrona de espectadores, colaboram para o relaxamento dos sentidos. Sem que percebamos, no decorrer da projeção, irrompem reflexões atentas. Com uma preguiça no corpo, saquinho de pipoca na mão e algumas ideias na cabeça, ficamos siderados por todo esse "festival de afetos a que chamamos filme" (BARTHES, 1980). Foram essas sensações que experimentei ao assistir à película "Batman - O Retorno"..
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