Na contemporaneidade ainda persiste a concepção de que existem diferentes comportamentos esperados para homens e mulheres. A partir de uma sociedade que se constituiu através da cultura de superioridade dos homens sobre as mulheres sob a égide do patriarcado, uma série de impedimentos culturais em termos de mobilidade, comportamento, linguagens, roupas e afinidades foram estabelecidos para diferenciar o gênero masculino e feminino, com base unicamente na diferença entre os sexos. O que ocorre, no entanto, é que o gênero é uma categoria social e não biológica, portanto está relacionado à cultura e à história. Na escola brasileira, a desigualdade de gênero ainda assume diferentes feições, ora estigmatizando comportamentos, ora normatizando corpos, ora permitindo um contato diferenciado entre meninas, meninos e as professoras. Elaborado a partir dos referenciais teóricos dos estudos de gênero, da Sociologia da Infância e da Ciência Geográfica, este artigo pretende apresentar algumas reflexões, mesmo que ainda de forma inconclusiva, relacionadas à desigualdade de gênero presente em uma instituição de Educação Infantil no município de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro.
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