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Capitalismo e criminalização das práticas populares: a questão do aborto (Capitalism and criminalization of popular practices: the question of abortion)

    1. [1] Universidade Estadual de Goiás

      Universidade Estadual de Goiás

      Brasil

  • Localización: Emancipação, ISSN-e 1982-7814, Vol. 22, Nº. 1, 2022, 16 págs.
  • Idioma: portugués
  • Títulos paralelos:
    • Capitalism and criminalization of popular practices: the question of abortion
  • Enlaces
  • Resumen
    • English

      The research developed here concerns the criminalization of popular practices by women, triggered around the 16th century, a period in which the rise of the capitalist mode of production took place with its respective transformations in the western world, involving the whole of social life. From this historical approach, we sought to reflect the legacy of such a process in contemporary society. The starting point is the social relations modified from modernity, whose political and religious system condemned some practices that were once common at the time, especially affecting women, who, in the course of time, lost their spaces in public life and were condemned to private life. Such alterations aimed to guarantee the necessary conditions for the development of capitalism. Motherhood, childhood and the family occupied a central position for the realization of these changes. In contemporary Brazil, the result of this historic loss of women’s autonomy can be seen in the 500,000 clandestine pregnancy interruptions that take place annually. Of this total, about half of the women resort to the Unified Health System due to complications related to abortion. Contributes to making this situation even more serious data from the Ministry of Health, which report that approximately four women die a day as a result of this practice. 

    • português

      A pesquisa ora desenvolvida diz respeito à criminalização das práticas populares de mulheres, desencadeadas por volta do século XVI, período em que se deu a ascensão do modo de produção capitalista com suas respectivas transformações no mundo ocidental, envolvendo o conjunto da vida social. A partir dessa abordagem histórica, buscou-se refletir o legado de tal processo na sociedade contemporânea. O ponto de partida são as relações sociais modificadas a partir da modernidade, cujo sistema político e religioso condenou algumas práticas que antes eram comuns à época, afetando especialmente as mulheres, que, no transcorrer do tempo, perderam seus espaços na vida pública e foram condenadas à vida privada. Tais alterações visaram garantir as condições necessárias ao desenvolvimento do capitalismo. A maternidade, a infância e a família ocuparam uma posição central para a efetivação dessas mudanças. No Brasil contemporâneo, o resultado dessa perda histórica da autonomia da mulher pode ser visualizado nas quinhentas mil interrupções de gravidez clandestinas que se realizam anualmente. Desse total, cerca de metade das mulheres recorrem ao Sistema Único de Saúde em virtude de complicações relacionadas ao aborto. Concorre para tornar este quadro ainda mais grave dados do Ministério da Saúde, os quais informam que aproximadamente quatro mulheres morrem por dia em razão dessa prática. 


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