The article examines the critical interpretation of Machado de Assis’ literature made by Sílvio Romero. The analysis has two main objectives. Firstly, it intends to describe how the supposed disinterest of Machado for the national landscape was taken by Romero as a common tendency of the Rio de Janeiro’s imperial elite that used to govern the country without interest for the provinces. Secondly, it tries to defend that Romero’s use of biographic and racialist concepts was important to synchronize the supposed Machado’s personal alienation from his racial origins with the unconcern of the Rio de Janeiro’s elite for the true nation.
O artigo examina a leitura crítica da obra de Machado de Assis feita por Silvio Romero. A análise está centrada em dois objetivos. Em primeiro lugar, descrever como o suposto desinteresse de Machado pela paisagem nacional é considerado por Romero como um comportamento típico da mentalidade imperial fluminense, que governaria o país sem interesse pelas províncias. Em segundo lugar, argumentar que o uso de instrumentos biográficos e pressupostos raciais deterministas foi fundamental para que Romero pudesse estabelecer uma sincronia entre a suposta alienação pessoal de Machado diante de suas origens raciais e a cisão maior entre as elites do Rio de Janeiro e a verdadeira nação.
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