Conheci D. Hélder Câmara de longe, na organização gigantesca do Congresso Eucarístico Internacional de 1955, em meio a toda uma incrível parafernália e uma imensa mobilização: seria um grande e eficiente empresário do Reino de Deus? Logo depois convivi com ele na Ação Católica, de 1956 a 1958. Aí acompanhei de perto o trabalho do Dom, como o chamávamos – ou Pe. Hélder –, no velho e escuro palácio São Joaquim, auxiliado pela maravilhosa e inesquecível Cecilinha e por um bando de devotadas auxiliares. Fui descobrindo aos poucos um outro D. Hélder, humano, malicioso, político hábil, ouvindo e seguindo tudo, sem perder uma vírgula dos debates, através das pesadas pálpebras e olhos semicerrados...
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