São muitos os equívocos que se criam quando falamos de marxismo. Há que começar por saber a que marxismo nos estamos referindo, se ao pensamento original de Marx — e ali alguns autores distinguem etapas, do jovem Marx ao Marx do Capital —, se à evolução do marxismo no final do século XIX, no seio da social-democracia européia, a vertente leninista que rompeu com a pretendida «ortodoxia» desta última, os textos de Mao, o marxismo universitário francês, as várias correntes italianas que surgiram a partir de Gramsci, a reflexão marxista na América Latina, tanto ao nível das práticas políticas quanto da elaboração universitária. Simplificando as tendências contemporâneas, se podem assinalar vertentes mais estruturais e sincrônicas, com Althusser, Poulantzas ou Godelier, ou históricas e diacrônicas com Gramsci...
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