Regularmente, os fantasmas de Malthus ressuscitam. O Estado de São Paulo do 08/08/76 informa que «um documento reservado está circulando entre os militares recomendando uma mudança na política demográfica estabelecida». Essa última foi, todavia, claramente delineada no II PND (p. 58): «O Brasil ainda se coloca como país subpovoado, em relação à disponibilidade de terra e outros recursos naturais. Como país soberano, acha-se no direito de adotar posição consequente com essa verificação de ser ainda país subpovoado, ou seja, de deixar que sua população continue crescendo a taxas razoáveis, para efetivar o seu potencial de desenvolvimento e dimensão econômica». O povoamento de suas terras e o expansionismo demográfico foi, desde a sua descoberta, uma constante na política demográfica do Brasil: oficialmente, continua sendo a filosofia do atual governo. Os círculos chegados ao poder não manifestam, porém, uma unanimidade sem falha...
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