O conceito de missão fica no centro dos grandes problemas teológicos de hoje. Num artigo anterior (REB 1972, pp. 796-826), iniciamos uma exposição sumária dos vários aspectos desse conceito. Sendo missão, o cristianismo não constitui um “mundo” paralelo, nem uma “vida” paralela. O cristianismo é movimento: de Deus para o homem e do homem para Deus. Não uma parte do homem, mas o homem na sua totalidade. Jesus Cristo encontra-se no meio desse movimento. Melhor dito, ele é esse movimento. Ele é aquele que “vem” aos homens, palavra que ressoa aos ouvidos dos homens, aquele que “bate à porta” como ele mesmo o diz no Apocalipse. Essa missão de Jesus é obediência radical ao Pai, e toda missão se situa no prolongamento dessa obediência. Prossigamos agora. Falta examinarmos a missão no seu conteúdo, no seu objeto: o que é que se comunica nessa missão? ...
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