Brasil
This paper presents a presumable dialectical process implicit in Goethean thought. As an assumed “non-philosopher” that, nevertheless, has a philosophy, Goethe did never formalize the principles of his thought. The capital importance of his works to the development of subjective metaphysics in both Idealism and Romanticism, however, makes its underlying philosophy a subject of the great concern to the understanding of Contemporary thought. While Goethe’s Neoplatonism is far too obvious, it is frequently understood as subjected to other philosophical models, such as Spinozan philosophy, some sort of Hellenism or Empiricism. I here claim, however, that some elements of Goethean metaphysics suggest an underlying dialectic-like process, even though in discrete and nondeveloped form.
Este trabalho trata da peculiar dialética de Goethe. Como um declarado “não filósofo" que, não obstante, tem uma filosofia, Goethe jamais formalizou os fundamentos de seu pensamento. A importância capital de sua obra no desenvolvimento da metafísica da subjetividade, tanto através do Idealismo quanto do Romantismo, no entanto, fazem da filosofia subjacente a esta obra um ponto de inflexão do pensamento contemporâneo. Ainda que o neoplatonismo de Goethe seja bastante obvio, é possível argumentar que este elemento neoplatônico de seu pensar dinâmico e algo vago possa, ao final, estar subjugado a, por exemplo, Espinosa, a algum helenismo ou uma concepção empirista. Defenderei, portanto, que uma dialeticidade de fundo é um traço central e inconfundível, ainda que talvez discreto, na integração da visão de mundo de Goethe
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