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Casa grande e terra grande, sertoes e senzala: duas interpretaçoes do Brasil

  • Autores: Glaucia Villas Bôas
  • Localización: Iberoamericana. América Latina, España, Portugal: Ensayos sobre letras, historia y sociedad. Notas. Reseñas iberoamericanas, ISSN-e 2255-520X, ISSN 1577-3388, Nº 13, 2004, págs. 23-38
  • Idioma: portugués
  • Texto completo no disponible (Saber más ...)
  • Resumen
    • O artigo discute dois modelos interpretativos da sociedade e cultura brasileiras, cunhados nas obras Os Sertões (1902) de Euclides da Cunha e Casa Grande & Senzala (1933) de Gilberto Freyre. O primeiro modelo, o do Brasil do eterno dilema, define uma disputa sem fim entre a modernidade e a cultura brasileira, evidenciando um conflito entre duas lógicas dificilmente reconciliáveis, a lógica da origem e do destino e a lógica legal e igualitária das sociedades modernas; o segundo modelo, do Brasil da harmonia autoritária, atribui positividade ao ethos brasileiro que se constrói nas origens da formação da sociedade, uma vez que alcançou equilibrar diferentes antagonismos sociais e culturais através da imposição de um sistema autoritário de trocas materiais e simbólicas. Argumenta-se que o fato de não se distinguir nessas interpretações o que seja construção da nação e construção de sociedade gerou a criação e reatualização do mito da ambigüidade brasileira, cuja perda de eficácia nos tempos atuais exige o reexame das interpretações que o criaram.


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