Socorro, Portugal
El análisis del rico y diverso registro funerario de la I Edad del Hierro del sur de Portugal permite observar el desarrollo durante este período de una variedad de estrategias de identidad y representación, basadas en combinaciones variables y dinámicas de elementos locales y exóticos. La adopción de la escritura, y en especial los usos particulares y diferenciados que conoció en algunas áreas del sur portugués, pueden entenderse en el marco de dichas estrategias e ilustran la forma en que determinados elementos foráneos se adaptaron en el ámbito de prácticas y discursos locales. En ese contexto, la práctica de la epigrafía lapidar, prácticamente ausente en otras áreas del suroeste, se puede interpretar como parte de unos procesos particulares de (re)construcción de la memoria colectiva.
The analysis of the rich and diverse funerary record of the southern Portuguese Early Iron Age highlights the development during this period of a variety of identity and representation strategies, based on variable and dynamic combinations of local and exotic elements. The adoption of writing, and in particular the specific and differentiated uses it was given in some areas of southern Portugal, may be understood in the framework of said strategies, and it illustrates the ways in which exogenous elements were adapted to local practices and discourses. In this context, the production of lapidary inscriptions, which are rarely found in other areas of southwestern Iberia, can be interpreted as part of particular processes of (re)construction of collective memory.
A análise do rico e diversificado registo funerário da I Idade do Ferro do Sul de Portugal permite entrever o desenvolvimento durante este período de uma variedade de estratégias de identidade e representação, assentes em combinações variáveis e dinâmicas de elementos locais e forâneos. A adopção da escrita, e especialmente os usos particulares e diferenciados que lhe foram dados nalgumas áreas do Sul português, podem entender-se no quadro dessas estratégias, ilustrando a forma como determinados elementos forâneos foram adaptados no contexto de práticas e discursos de âmbito eminentemente local. Nesse contexto, a prática da epigrafia lapidar, virtualmente ausente noutras áreas do Sudoeste, pode entender-se no contexto de processos particulares de (re)construção da memória colectiva.
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