Brasil
When it comes to categorization, Cognitive Linguistics is well known for rejecting the aristotelic ideal of classical definability. Such a rejection, however, still seems to lack empirical support. In this paper, we report an elicited production experiment aimed at investigating the semantics of three Brazilian Portuguese (BP) verbs of separation: “cortar” (‘to cut’), “quebrar” (‘to break’) and “rasgar” (‘to tear’). In this experiment, 49 native speakers of BP were asked to provide oral descriptions of video-recorded separation scenes. The results provide empirical support to the rejection of classical definability as well as allow for the description os the semantic structure of the three verbs at stake.
A Linguística Cognitiva tem se caracterizado pela crítica ao ideal de definibilidade clássica das categorias linguísticas. Uma questão, no entanto, permanece pendente: é possível demonstrar empiricamente que as categorias definidas por itens linguísticos não apresentam estruturação clássica? Para ajudar a responder a essa pergunta, este estudo apresenta uma investigação da semântica de três verbos de separação do português brasileiro: “cortar”, “quebrar” e “rasgar”. Para isso, um experimento de produção induzida, no qual os participantes deveriam descrever oralmente eventos de separação representados em vídeos curtos, foi rodado com 49 falantes nativos do português brasileiro. Os resultados, ao mesmo tempo em que apontaram para a validade da crítica cognitivista ao ideal de definibilidade clássica, permitiram delinear a estrutura semântica dos verbos “cortar”, “quebrar” e “rasgar” em termos de categorias radiais.
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